Ao Levantar-se
Agradeça a Deus a bênção da vida, pela manhã.
Se você não tem o hábito de orar, formule pensamentos de serenidade e otimismo, por alguns momentos, antes de retornar as próprias atividades.
Levante-se com calma.
Se deve acordar alguém, use bondade e gentileza, reconhecendo que gritaria ou brincadeiras de mau gosto não auxiliam em tempo algum.
Guarde para com tudo e para com todos a disposição de cooperar para o bem.
Antes de sair para a execução de suas tarefas, lembre-se de que é preciso abençoar a vida para qua vida nos abençoe.
(do Livro Sinal Verde, médium Francisco Cândido Xavier, Espírito André Luiz.
Substitui, no teu vocabulário, as más pelas boas palavras.
Expressões chulas e vulgares, talvez estejam na moda, porém “envenenam o coração”.
A palavra é instrumento da vida para a comunicação, o entendimento, e não arma para agressão, violência e vulgaridade.
O uso irregular das palavras corrompe a mente e rebaixa o homem.
O verbo expressa a qualidade moral do indivíduo.
Porque há pessoas que falam bem e são más, não é justo que sendo bom, te apresentes mal.
Para Ler: O Nazareno de Sholen Asch, tradução de Monteiro Lobato
Falando com os Espíritos de Américo Sucena
Lendo: O Consolador pelo espírito Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier.
Enquanto é tempo Edgard Armond.
Diálogo com as sombras Hermínio C. Miranda.
Boa Nova pelo Espírito Humberto de Campos, psicografo por Francisco Cândido Xavier.
O Cristianismo Primitivo de Ismael Armond.
Evangelho no Lar à luz do espiritismo de Maria Tonietti Compri.
Os animais têm alma? de Ernesto Bozzano.
Luz Acima, pelo espírito Irmão X, psicografado por Francisco Cândido Xavier.
Lidos: Voltas que a vida dá Zibia Gasparetto - Autores Diversos.
Vida e Atos dos Apóstolos de Caibar Schutel.
Sem o véu das ilusões romance psicografado por Roberto de Carvalho, pelo espírito Basílio.
Para um Mundo Novo, Homens Novos de Demetre Abraão Nami.
Na cortina do tempo Edgard Armond.
A 2ª Morte obra mediúncia de R.A. Ranieri, pelos Espíritos André Luiz e Altino.
Nos Domínios da Mediunidade, pelo Espírito André Luiz, psicografado por Francisco Cândido Xavier.
Desenvolvimento Mediúnico - Mediunidade Prática, Edgard Armound.
O Livro dos Médiuns, Allan Kardec.
Um só Caminho Evolução, Saúde, Reforma Íntima de Ubiraci de Souza Lea.
O Regresso de Glória contos de Jorge Rizzini.
O Céu e o Inferno, Allan Kardec.
Mediunidade Seus aspectos, desenvolvimento e utilização de Edgard Armond.
A Gênese - Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo, Allan Kardec.
Jesus no Lar pelo Espírito Neio Lúcio, psicografado por Francisco Cândido Xavier.
Relembrando o passado de Edgard Armond.
Copos que Andam romance do Espírito Antônio Carlos, psicografado por Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho.
Bem-Aventurados os Simples pelo Espírito Valérium, psicografado por Waldo Vieira.
O Mestre dos Mestres - Jesus, o maior educador da história.
Do outro lado da cruz de Dario Sandri Jr. pelo Espírito Fénelon.
Gotas de luz - O orientador espírita de Renato Ourique de Carvalho pelo Espírito Ramatis.
Temas de hoje problemas de sempre de Richard Simonetti.
Renovando Atitudes de Francisco do Espírito Santo Neto, ditado pelo Espírito Hammed.
O Duplo Etérico de Major Arthur E. Powell
Aconteceu na Casa Espírita psicografado pelo médium Emmanuel Cristinao pelo Espírito Nora.
O corpo Etérico do homem a ponte da consciência.
Os Chakras Os centros magnéticos vitais do ser humano de C.W. Leadbeater
Passes e Radiações Métodos espíritas de cura, de Edgard Armond.
A cabana das flores - uma escola de almas romance psicografado por Roberto de Carvalho pelo Espírito Basílio.
Cidade no Além de Francisco Cândido Xavier e Heigorina Cunha pelos Espíritos André Luiz e Lucius.
Educadores do coração de Walter Barcelos.
Médiuns e Mediunidade de Divaldo P. Franco pelo Espírito Vianna de Carvalho.
Pais Brilhantes Professores Fascinantes de Augusto Cury.
O Sublime Peregrino obra psicografada por Hercílio Maes, médium de Ramatis.
Gotas de Luz obra psicografada por Beatriz Bérgamo, espírito Ramatis.
Há dois mil anos e 50 Anos Depois pelo espírito Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier.
Pertinho do céu contos do espírito Euzébio, psicografado por Alvaro Basile Portughesi.
O Monge e o Executivo James C. Hunter, uma história sobre a essência da liderança, uma lição sobre como se tornar uma pessoa melhor.
Por muito te amar contos do espírito Euzébio, psicografado por Alvaro Basile Portughesi
Quem tem mdeo da morte?, Um Jeito de Ser Feliz e O céu ao nosso alcance de Richard Simonetti, o romance Paulo e Estêvão, de Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier, Nosso Lar, A Caminho da Luz, Os Mensageiros obras de André Luiz, psicografada por Francisco Cândido Xavier; Memórias de um suicida, de Yvonne A. Pereira (obra mediúnica); romance Um roqueiro no além, de Nelson Moraes pelo espírito Zílio
Dramas da obsessão pelo Espírito Bezerra de Menezes, de Yvonne A. Pereira.
O Mundo Invisível e a Guerra, de Léon Denis, Edições CELD, Evolução em Dois Mundos pelo Espírito André Luiz, psicografada por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira,
Ação e Reação pelo Espírito André Luiz, psicografada por Francisco Cândido Xavier.
Mecanismos da Mediunidade pelo Espírito André Luiz, psicografada por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.
Os Exilados da Capela de Edgard Armond, Memórias de um Toxicômano de Marcos Alberto Ferreira, (Espírito) Tiago
A vida no outro mundo de Caibar Schutel
Livros de Estudo:Iniciação Espírita, autores diversos. Programa de aulas completo, abrangendo todo o curso da Escola de Aprendizes do Evangelho - desde a formação do cosmo, da Terra, a evolução planetária, passando pelas três revelações, até os tópicos mais atuais do conhecimento espírita. O Redentor, Edgard Armond. Levantamento amplo e irrestrito sobre a vida, a personalidade, a doutrina e os fatos mediúnicos notáveis que marcaram a trajetória do Cristo na Terra, numa linguagem acessível e concisa. Um dos livros mais lidos e interessantes sobre o Mestre da Galiléia. Entendendo o Espiritismo - Curso Básico autores diversos, Editora Aliança, livro do Curso Básico.
Livros de cabeceira: O Livro dos Espíritos e O Evangelho Segundo o Espiritismo, Manual Prático do Espírita, Fonte Viva - Francisco Cândido Xavier pelo Espírito Emmanuel.
Não existe sentido em ficar curtindo vingança ou teimosia. Guardar mágoa, nem se fale.
Em verdade, tudo isso é fruto do nosso orgulho e da nossa vaidade. Ocorre muito que a pessoa, no seu leito de morte, chame os desafetos para pedir perdão.
Um velho professor contou, certa vez, que ele tinha um grande amigo. Chamava-se Norman. Juntos, passeavam, nadavam.
Um dia, Norman resolveu fazer um busto do amigo. Levou-o para sua casa e fez um rosto em bronze daquele homem de seus quarenta e quatro anos.
O trabalho levou semanas porque Norman desceu a detalhes. Até colocou uma mecha de cabelo caída na testa.
Depois de determinado tempo, Normam e a esposa se mudaram para outra cidade. E a esposa do amigo, logo depois, precisou fazer uma cirurgia delicada.
Norman e a esposa nunca entraram em contato com eles. Souberam da cirurgia de Charlotte, mas não telefonaram, nem telegrafaram. Nada.
O amigo e a esposa ficaram muito sentidos. Acharam aquela indiferença bastante dolorida e cortaram relações.
Com o passar dos anos, o amigo encontrou Norman algumas vezes. Toda vez Norman tentava a reconciliação mas o outro não aceitava.
Norman explicava, mas a explicação não satisfazia. A mágoa era muito grande e o orgulho falava alto.
O tempo passou e, um dia, abrindo o jornal, o amigo leu a notícia da morte de Norman. Ele morrera de câncer.
O amigo levou um choque. Nunca fora vê-lo. Nunca o perdoara.
E uma onda de remorso começou a tomar conta daquele homem. Chorou muitas lágrimas. Que poderia fazer agora?
Por que não o perdoara? Por que não ouvira com o coração as explicações de Norman?
Já estaria ele doente naquela época, em que tudo aconteceu?
Todas as perguntas ficaram sem resposta à exceção de uma. O que ele poderia fazer? E isso ele aprendeu com o tempo.
Que não é só aos outros que precisamos aprender a perdoar. É preciso aprender a se perdoar também. Perdoar-se por tudo que não se fez. Por tudo o que se deveria ter feito.
Importante é não permanecer preso ao remorso do que aconteceu ou que devia ter acontecido.
Isto nada adianta para a pessoa. É preciso fazer as pazes consigo mesmo e com os que nos cercam.
Todos com certeza já cometemos muitos erros com nossos amigos, amores e colegas. O importante é não deixar o tempo se escoar sem nada fazer.
Buscar aquele que magoamos ou que nos magoou e ter uma boa conversa. Franca, amiga, sincera e reatar amizades e afeições.
Afinal, é tão pouco tempo que passamos sobre a Terra que não vale a pena cultivar inimizades, dissabores.
As questões mais importantes na vida são as que dizem respeito ao amor, à responsabilidade, espiritualidade e sensibilidade.
Se alguém lhe perguntasse, de todos os momentos da sua vida, qual o mais importante, o que você responderia?
O momento do seu nascimento? A sua infância? A sua juventude? O dia em que seu filho nasceu? O dia da sua formatura?
Com certeza, cada um de nós elegeria um melhor momento. E, contudo, o melhor momento para todos nós é o momento presente. É aquele que estamos vivendo.
Vejamos. O passado já passou e nos deve ter servido de experiência positiva. O futuro ainda está para vir.
Portanto, o melhor momento é o presente. É aquele que estamos usufruindo.
Por isso mesmo é que o Mestre de todos nós asseverou que a cada dia bastam as suas próprias preocupações, convidando-nos a viver com intensidade o dia presente.
Quantos de nós aproveitamos o momento presente? Aproveitar no sentido de usufruir dele toda a experiência, o prazer que ele pode nos ofertar.
Vejamos: quem de nós toma o café da manhã pensando no café da manhã? Normalmente, estamos nos servindo do café e pensando no dia de trabalho que nos aguarda.
Por vezes, assistimos a TV ou lemos o jornal, enquanto o café vai sendo simplesmente engolido. Nem desfrutamos do sabor do pão, do suco, do leite, da fruta.
Precisamos fazer várias coisas ao mesmo tempo, porque não temos tempo para tudo.
Quem de nós come uma maçã, pensando na maçã, sentindo todo seu sabor? Quem de nós saberia dizer quantos cheiros têm uma maçã?
Possivelmente a criança que ainda vive essa fase de apreciar cada coisa à sua vez, nos falaria do cheiro da maçã verde, da maçã madura, da maçã podre.
Pensando neste momento importante, que é o presente que estamos vivendo, estabeleçamos um roteiro de vida padrão ideal para nós.
Reservemos um pequeno espaço de tempo entre os nossos tantos afazeres para a beleza.
Despertemos cedo, a fim de acompanhar o nascer do dia, embriagando-nos com a luz.
Caminhemos por um bosque, um jardim, uma alameda, silenciosamente, por alguns minutos, aspirando o ar da natureza.
Permitamos que o leve ar da manhã nos penetre profundamente os pulmões. Sintamos como ele nos beneficia.
Contemplemos uma noite estrelada e nos perguntemos quantos olhos nos espiam, dessa imensidão.
Contemplemos uma rosa, em pleno desabrochar, pétala a pétala. Sintamos o seu perfume se espalhando no ar.
Detenhamo-nos por um instante ao lado de uma criança, descobrindo-lhe o sorriso e a inocência.
Conversemos com um ancião tranquilo. Enfim, abramo-nos à beleza que existe em tudo e nos adornemos com ela.
Estamos mergulhados no amor de Deus. Jamais nos esqueçamos disto.
Deus está em nós e ao nosso redor. Busquemos descobri-lO e nos deixemos conduzir por Ele, com sabedoria.
Somos herdeiros do Universo. Permitamos que o amor de nosso Pai nos comande a vontade e os passos, facultando-nos crescer com menor dose de sofrimento.
Plenificados em Deus, vivamos o momento presente com toda a exuberância, retirando dele o melhor para as nossas próprias vidas.
Véspera de Natal. Noite gélida. A neve cai em flocos minúsculos, como garoa condensada.
A menina anda pelas ruas. Sente frio, mas sabe que não poderá voltar para casa. Não sem ter vendido as caixas de fósforos.
O dia morrera e ela não conseguira vender nenhuma.
Encolhe-se na saliência de uma casa. Acocora-se ali, com os pés encolhidos, para abrigá-los ao calor do corpo. Mas cada vez sente mais frio.
Toma de um fósforo. Que mal haverá se ela acender um? Somente um.
Risca-o contra a parede e a chama se faz. Parecia uma vela e ela se viu sentada diante de uma grande estufa, de bronze polido. Ardia nela um fogo magnífico, que espalhava suave calor.
Ela foi estendendo os pés congelados, para os aquecer e... apagou-se o clarão.
Então risca outro fósforo e onde bate a luz, a parede fica transparente, como um véu. Ela vê tudo dentro da sala. A mesa posta, a porcelana fina, um belo pato assado, recheado de maçãs e ameixas.
Mas o fósforo apaga e tudo some. Ela fica ali a ver somente a parede nua e fria na noite escura.
Acende outro fósforo e à sua luz vê uma enorme árvore de Natal. Entre os galhos, milhares de velinhas.
Ela estende os braços desejando apanhar um dos enfeites e então, então... apaga-se o fósforo.
As luzinhas da árvore de Natal foram subindo, subindo, até alcançar o céu e se transformarem em estrelas.
Uma delas cai, lá de cima, deixando uma poeira luminosa pelo caminho.
Alguém morreu! - Fala a criança, lembrando o que dizia sua avó: Quando uma estrela desce, uma alma sobe aos céus.
Ela acende mais um fósforo. Desta vez, é a avó que lhe aparece, sorridente, no esplendor da luz.
A emoção envolve a pequena. Desde que possa lembrar, ela somente recebera carinhos da avó. Ela, sim, a amara.
Vovó, eu queria que a senhora fosse de verdade. Sei que quando a chama apagar, a senhora vai desaparecer, como as luzes, a estufa quente, o pato assado, a árvore de Natal.
E se põe a riscar na parede, todos os fósforos das caixas, para que sua avó não vá embora.
Eles ardem com tanto brilho, que parece dia. Ela vê a avó cheia de luz, tão bonita!
A bondosa senhora a toma nos braços. Voam ambas, em um halo de luz e de alegria, mais alto, mais alto e mais longe...
Vão para um lugar onde não há mais frio, nem fome, nem sede, nem dor, nem medo. Elas penetram o mundo espiritual.
No dia seguinte, os transeuntes encontram a menina morta, com a mãozinha cheia de fósforos queimados.
Coitadinha! Comentam. Deve ter querido se aquecer.
E todos se admiram do sorriso estampado no rostinho infantil.
Mas ninguém soube que visões maravilhosas lhe povoaram os últimos momentos. Nem com que alegria entrou, com sua avó, nas glórias da Espiritualidade, em pleno Natal.
Neste Natal, pensemos: até quando permitiremos que a infância continue a morrer, em pleno desabrochar?
Até quando continuaremos a permitir que a escuridão povoe o universo infantil?
É Natal. Natal de Jesus. Façamos algo por nossas crianças.
Recentemente um grupo de crianças passou por um teste muito interessante.
Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas. Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo.
Em seguida, foram divididas em dois grupos: o grupo A foi elogiado quanto à inteligência. Uau, como você é inteligente! Que esperta você é! Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial! E outros elogios à capacidade de cada criança.
O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa! Menino, que legal ter visto seu esforço! Que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem! E outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si.
Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças.
Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de consequência.
As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa.
As crianças não queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as do grupo B aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa.
A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos: o ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis. As crianças inteligentes não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas.
Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente.
As esforçadas não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado.
No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética.
Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas.
Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado.
Nossos filhos precisam ouvir frases como: Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração. - Parabéns, meu filho, por ter dito a verdade apesar de estar com medo... Você é ético.
Filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram... Você é solidária.
Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança, que tenderá a repeti-los. Isso não é tática paterna, é incentivo real.
Elogiar superficialmente é mais fácil para os educadores, pois tais expressões quase sempre são padrões e não exigem reflexão por parte de quem as diz.
Mas, os pais esforçados não devem estar atrás de soluções fáceis, mas sim das melhores soluções para a educação de seus rebentos.
Aprendamos, assim, a elogiar corretamente, reforçando comportamentos positivos, contribuindo na formação de homens e mulheres de bem.
Os vícios, por exemplo, não representam apenas perda, mas também comprometimento futuro do tempo.
Quantos minutos perde o fumante, por ano, no ritual das baforadas de nicotina?
Quantas horas precisa trabalhar para alimentar seu vício?
Quantos dias abreviará de sua existência em virtude das moléstias que decorrem do uso do cigarro?
Quantos anos sofrerá, mesmo depois da própria morte, para reequilibrar o próprio Espírito?
E o maledicente?
Quantos minutos perde diariamente divagando sobre o comportamento alheio?
E quantas existências gastará depois, às voltas com males que sedimentará em si mesmo?
Tantas são as opções para quem pretende aperfeiçoar o próprio espírito!
Tantas são as oportunidades diárias que surgem para quem tem olhos de ver e ouvidos de ouvir!
Disciplinar palavras e emoções.
Ensaiar atitudes de humildade.
Treinar a paciência.
Ampliar seus conhecimentos.
Conter a língua ferina.
Eis aí algumas sugestões iniciais para quem se disponha a aplicar valiosamente seu tempo em seu real benefício.
Afinal, Deus nos oferece a bênção do tempo para as experiências humanas, mas, cedo ou tarde, deveremos prestar contas à Divindade, da forma como utilizamos esse precioso presente.
Possivelmente, nunca antes fez tanto sentido o provérbio popular, derivado de antigo poema romano.
Estudos e mais estudos têm sido produzidos, ligando a qualidade de nossos pensamentos à saúde do corpo físico.
Nunca se falou tanto em somatização.
As ciências tradicionais ocidentais finalmente encontraram na alma humana a fonte da saúde e da doença.
Pensamento e saúde são termos da mesma equação da vida.
Não existem doenças, mas sim doentes. O pensamento em desequilíbrio, a alma enferma e desestabilizada, produz no organismo o desajuste das células.
Em contrapartida, a mente sã, povoada de pensamentos de alegria, cooperação e amor, gera naturalmente, no corpo físico, a harmonia celular, produzindo saúde em abundância.
Vejamos alguns exemplos: a ansiedade estimula a secreção de adrenalina, que sobrecarrega o sistema nervoso e o descontrola;
o pessimismo perturba o aparelho digestivo e produz distúrbios gerais;
o medo e a revolta são agentes de úlceras gástricas e duodenais de curso largo;
da mesma forma, a tranquilidade, o otimismo, a coragem são estimulantes que trabalham pela harmonia emocional e orgânica, produzindo salutares efeitos na vida.
O homem se torna o que pensa, portanto, o que quer.
Os pensamentos emitidos atraem ou sintonizam outros semelhantes, nas mesmas faixas de ondas mentais por onde transitam as aspirações e os estados psíquicos de toda a Humanidade.
Adicionados a esses, temos as mentes dos desencarnados que se intercomunicam com os homens, vibrando nos climas que lhes são afins.
Assim, levando tudo isso em conta, é importante que nos acostumemos a pensar de forma edificante.
Assumamos uma postura vitoriosa. Atraiamos pensamentos salutares.
O cérebro é antena que emite vibrações e as capta incessantemente.
Irradiemos a ideia do bem, do progresso, da paz, e captaremos, por sintonia, equivalentes estímulos para o nosso bem.
Quem pensa em derrota, já perdeu uma parte da luta por empreender. Quem cultiva o insucesso, dificilmente enfrentará os desafios para a vitória.
A cada momento, adicionemos experiências novas às nossas conquistas. A todo instante, pensemos corretamente e somaremos força psíquica para o êxito de nossa encarnação.
Bem pensar é a elevada forma de viver.
Alegria é saúde.
Podemos diariamente exercitar a substituição de maus por bons pensamentos, mudando os hábitos mentais, modificando as preferências e escolhas de leituras, notícias, artes e informações com as quais temos contato constante.
Só se pode atirar fora o lixo mental que acumulamos desequilibradamente nesses tempos, através de novos hábitos, da busca de novas fontes de sabedoria.
Orai e vigiai. - A nobre expressão cristã aplica-se com perfeição neste caso.
A oração eleva os pensamentos, fazendo-os entrar em contato com questões mais nobres e profundas da vida.
A vigilância faz-nos cuidar daquilo que anda em nossa mente, das cores impressas em nossos muitos pensares diários.
A qualidade de nossos pensamentos determina a saúde de nosso corpo físico.
Penso em Deus, penso na vida, penso em tudo que me cerca e me interrogo a respeito da função de tudo quanto vibra, de tudo quanto existe sob os céus e guardo grande ansiedade de saber sobre mim mesmo.
Quem sou eu no contexto do Universo?
Serei, tão-somente, um corpo que desfila inteligentes quão misteriosas habilidades?
Serei um caminhante solitário, em meio à gigantesca massa humana, destinado a encarar complicados problemas, a enfrentar desafios?
Serei um átomo excitado diante dos esplendores das incontáveis galáxias?
Serei, porventura, produto da casualidade sem projeto, sem programa, sem razão de ser?
Como explicar-me, a mim próprio, como um itinerante aprendiz das pautas do infindo Cosmo?
Serei alguém fadado ao sofrimento, a chorar de pesar em todos os momentos?
Serei um ser destinado à intensa dor, duradoura, sem esperança de tempos melhores, de felicidade?
Serei um indivíduo levado pelas mãos do desencanto à estalagem das ansiedades e das frustrações?
Somente há dor e fel por onde eu possa trilhar, como se toda a existência não passasse de um fumo entediante, asfixiante, a sugar-me a vontade de avançar, de sorrir, de louvar.
Retorno à fonte do meu senso interno e vejo que há lucidez em cada coisa que existe, em cada ser que erra.
Sinto que não nascemos p’ra ser tristes e viver entre dor, gemido e pranto, mas, aqui estamos para alcançar o bem mais santo, e avançar para o progresso e conquistar o encanto de agir com Deus nas lutas do Mundo, de vibrar na alegria, no júbilo fecundo, até o tempo longínquo da áurea plenitude.
Sinto que sou caminhante do Infinito, e, não obstante o horror, a amargura, o choro, o grito, embora estando na Terra entre teimosias, aflito, o meu destino é, sem dúvida, estelar.
Agora sei que nasci para servir, p’ra ser feliz, crescer e amar.
Cheguei ao Mundo nos planos do Criador, que espera que me faça um lavrador a semear nos corações, em redor dos meus passos, as sementes de esperança, de alegria e de paz, que aonde eu vá me transforme num servidor da verdade, do trabalho e da harmonia.
Sei que sou cidadão universal, irmão da Humanidade, indubitavelmente, filho do Deus altíssimo, bom, justo e clemente, dotado do melhor recurso para fazer brilhar a Divina luz em mim.
E, ante os desafios terrenos, dizer não ou dizer sim, com responsabilidade, com razão e com ternura.
Sou caminhante da eternidade.
Sou dedicado aprendiz buscando disciplina, revestido de um manto de matéria fina, quintessência, formosura que impulsiona para Deus.
E agora que me vejo repleto de certezas que me asseguram a estabilidade na consciência do que sou, sei que imerso no hálito paterno do Criador da vida me completo, a cada dia vivendo virtudes, transformando em ternuras gestos rudes, suavizando o que sou para o futuro, obra-prima de Deus, luz coagulada, a galgar a evolução em toda estrada, o que é do Senhor sagrado fim, verme, astro a brilhar, nas rotas do Infinito.
Nesta bela página ditada pelo Espírito Ivan de Albuquerque, através da mediunidade de Raul Teixeira, encontramos a resposta transcendente para a pergunta que cala fundo em nós: “Quem sou eu?”
Muitos dos conflitos que afligem o ser humano decorrem dos padrões de comportamento que ele próprio adota em sua jornada terrestre.
É comum que se copiem modelos do mundo, que entusiasmam por pouco tempo, sem que se analisem as conseqüências que esses modos comportamentais podem acarretar.
Não se tem dado a devida importância ao crescimento e ao progresso individual dos seres.
Alguns crêem que os próprios equívocos são menores do que os erros dos outros.
Outros supõem que, embora o tempo passe para todos, não passará do mesmo modo para eles.
Iludem-se no sentido de que a severidade das leis da consciência atingirá somente os outros.
Embriagados pelo orgulho e pelo egoísmo deixam-se levar pelos desvarios da multidão sem refletir a respeito do que é necessário realmente buscar-se.
É chegado o momento em que nós, espíritos em estágio de progresso na Terra, devemos procurar superar, de forma verdadeira, o disfarçado egoísmo, em busca da inadiável renovação.
Provocados pela perversidade que campeia, ajamos em silêncio, por meio da oração que nos resguarda a tranqüilidade.
Gastemos nossas energias excedentes na atividade fraternal e voltada à verdadeira caridade.
Cultivemos a paciência e aguardemos a benção do tempo que tudo vence.
Prossigamos no compromisso abraçado, sem desânimo, sem vãs ilusões, confiando sempre no valor do bem.
É muito fácil desistir do esforço nobre, comprazer-se por um momento, tornar-se igual aos demais, nas suas manifestações inferiores.
Todavia, os estímulos e gozos de hoje, no campo das paixões desgovernadas, caracterizam-se pelo sabor dos temperos que se convertem em ácido e fel, passados os primeiros momentos.
Aprendamos a controlar nossas más inclinações e lograremos vencer se perseverarmos no bom combate.
Convertamos sombras em luz.
Modifiquemos hábitos danosos, em qualquer área da existência, começando por aqueles que pareçam mais fáceis de serem derrotados.
Sempre que surgir a oportunidade, façamos o bem, por mais insignificante que nosso ato possa parecer.
Geremos o momento útil e aproveitemo-lo.
Não nos cabe aguardar pelas realizações grandiosas, e tampouco podemos esperar glorificação pelos nossos acertos.
O maior reconhecimento que se pode ter por fazer o que é certo é a consciência tranqüila.
Toda ascensão exige esforço, adaptação e sacrifício, enquanto toda queda resulta em prejuízo, desencanto e recomeço.
Trabalhemos nossa própria intimidade, vencendo limites e obstáculos impostos, muitas vezes, por nó mesmos.
Valorizemos nossas conquistas, sem nos deixarmos embevecer e iludir por essas vitórias.
Há muitas paisagens, ainda, a percorrer e muitos caminhos a trilhar.
Somente a reforma íntima nos concederá a paz e a felicidade que almejamos.
A mudança para melhor é urgente, mas compete a cada um de nós, corajosa e individualmente, decidir a partir de quando e como ela se dará.
Houve, em tempos passados, uma localidade denominada Sebastes. Situava-se entre a Judéia e a Síria. Foi ali que quarenta legionários da 12ª Legião Romana deram sua vida por amor à Verdade.
Presos por professarem o Cristianismo, os quarenta jovens marcharam saindo da cidade, escoltados por outros tantos soldados.
À frente se desenhava o lago de águas tristes e frias. O sol se afundava na direção do poente e o vento soprava gelado.
Os tambores soavam, ditando o ritmo da marcha. E os prisioneiros foram entrando no lago. Um passo, dois, três, dez, vinte. Os pés foram chapinhando a água e eles entrando mais e mais. Só ficaram as cabeças descobertas fora d’água.
Os superiores haviam lhes decretado uma terrível forma de morrer. Ali parados, impassíveis e silenciosos iam morrer enregelados.
As luzes do crepúsculo se envolveram num manto dourado e se retiraram, deixando que a noite se apresentasse com seu cortejo de estrelas.
Ao redor do lago, nas margens, familiares e amigos oravam silenciosos. E silenciosos permaneciam os jovens dentro d’água.
Então, em nome de César, falou um Oficial. Eles eram jovens e levando em conta a sua inexperiência, seriam perdoados se jurassem fidelidade aos deuses protetores do Império.
Era tudo muito simples. Bastava queimar algumas ervas, perante o improvisado altar a Júpiter Olímpico, na outra margem do lago.
Dentro do lago, nem um mínimo movimento. O ar foi se fazendo mais frio e uma névoa começou a se erguer das águas.
Os guardas acendiam fogueiras nas margens, batiam as mãos, andavam para se aquecer. Mas os quarenta legionários ficaram imóveis.
Então, eles começaram a cantar e mais forte do que o vento, o hino se ergueu como um grito vitorioso.
Era como uma cascata de esperanças feita de fé, ternura e renúncia.
Uma a uma, no transcorrer das horas, aquelas chamas foram se apagando na Terra, para tremeluzirem na Espiritualidade.
Quando nasceu o dia, somente um vivia. Um guarda se aproximou de uma mulher e lhe disse que seu filho vivia. Como ele vivera até então, teria sua vida poupada. Que ela o retirasse das águas, e, em nome dele, oferecesse sacrifício aos deuses romanos.
“Nunca.” Foi a resposta dela. “Se ele consciente não o fez, como poderia me aproveitar da sua agonia para traí-lo?”
Firmemente avançou para as águas e ali esteve com o filho até que o coração dele parou de bater. Depois, apertando-o firmemente nos braços, tomou o seu corpo e o veio depositar aos pés do oficial da guarda.
Há dois mil anos, na Judéia, um Homem amou e morreu por muito amar. A maravilhosa fé que soube despertar teve o poder de modificar vidas.
A Sua voz convidava para viver a verdadeira vida, a vida que se desdobra para além da morte.
Dentre os Seus ensinos, lembramos: Quem perseverar até o fim, este será salvo.
Quem crer em Mim mesmo morto viverá.
A Sua mensagem atravessou os séculos e permanece viva até hoje, estabelecendo diretrizes seguras aos Seus seguidores.
A Sua é a mensagem do amor, da fé, da fidelidade até o fim.
Texto com base no cap. XXVIII do livro A esquina de pedra, de Wallace Leal Rodrigues, ed. O Clarim.
Acontece inúmeras vezes. A pessoa passa a ter dificuldades de variada ordem e se torna infeliz.
No âmbito familiar, os desentendimentos se tornam rotina. No ambiente de trabalho, um certo marasmo toma conta das ações e a pessoa não se sente mais estimulada a realizar o melhor.
Por causa disso, sucedem-se as chamadas de atenção dos superiores, as reclamações de clientes e a insatisfação íntima.
Acrescente-se a isso pequenas desavenças com um ou outro amigo, que deságuam em ruptura de relacionamentos de anos.
Então, a pessoa enumera todas as dificuldades, grandes e pequenas, e acredita que Deus a está castigando.
E não faltam os que fazem coro a essa afirmativa, dizendo-a verdadeira.
Deus castiga porque a pessoa foi desonesta em algum momento. Deus castiga porque a pessoa O desagradou, não Lhe prestando as homenagens devidas.
Deus castiga porque a pessoa não está vinculada a essa ou aquela denominação religiosa, para fazer o bem.
Deus castiga...
Que forma pequena de conceituarmos Deus! Deus, que é nosso Pai, soberanamente justo e bom, viveria a dar castigos aos filhos que Ele criou, por amor?
Deus, de quem Jesus afirmou que veste a erva do campo, que hoje se apresenta verde e amanhã já secou e é lançada ao fogo...
Deus, de quem Jesus nos cientificou que providencia o alimento para as aves que voam pelos céus, porque elas não semeiam...
Terá acaso Deus maior cuidado com a erva, os animais do que com os seres humanos?
Observamos que, no mundo, o homem tem graduações para o atendimento prioritário, onde o ser humano é mais importante do que o animal, por sua condição de ser moral, imortal.
Também observamos que, em casos de grandes comoções e necessidades, o homem salvaguarda os seres mais frágeis: idosos, crianças, mulheres.
Ora, será Deus menos sábio que nós mesmos?
Pensemos nisso. E abandonemos de vez essa ideia de que Deus castiga.
Se Deus regesse o Universo, ao sabor de paixões como as que temos nós, os humanos, viveríamos o caos.
Em certa manhã, Ele poderia estar de mau humor e, porque um número determinado de pessoas de um planeta O desagradasse, resolveria por eliminar aquele globo do conjunto universal.
Por ter preferências por uns seres em detrimento de outros, concederia bênçãos inúmeras àqueles, deixando de atender a esses, que não Lhe mereceriam melhor atenção.
Deus é soberanamente justo e bom. Tenhamos isso em mente.
Infinito em Suas qualidades, estende Seu amor a toda Sua criação, a quem sustenta com esse mesmo amor.
E, se as dores, os problemas e dificuldades se acumularem, verifiquemos até onde nós mesmos criamos todos esses entraves.
E, sempre, nos reportemos ao Pai amoroso e bom, suplicando nos auxilie a resolver os problemas, a modificarmos a nossa maneira de ser, a nos tornarmos criaturas melhores.
Com certeza, a pouco e pouco, veremos se diluírem, como névoa da manhã, o que hoje catalogamos como insolúvel, extremamente doloroso ou amargo.
A oração deve ser a expansão da alma para com Deus. É uma conversa muito íntima, uma meditação.
É, por excelência, o refúgio dos aflitos e de todos os corações magoados.
Nas horas de tristeza, de pesar, quem já não encontrou na prece a calma e o alívio?
É nesses momentos que acontece um diálogo profundo entre a alma que sofre e a Divindade.
A alma fala das suas angústias, dos seus desânimos, pede socorro.
Então, no altar da consciência, uma voz responde. É a voz do Pai de onde vem as forças para a luta, o medicamento para as feridas abertas e a luz para os caminhos escuros.
Essa voz consola, reanima, traz coragem.
Depois dessa conversa tão profunda, a alma se ergue menos atormentada e menos triste.
É como se um raio de sol trouxesse a esperança, modificando a paisagem de sombras.
A linguagem da prece varia conforme as necessidades do Espírito. Pode ser um grito, um lamento, um desabafo, um balanço geral dos próprios atos. Um simples pensamento, uma lembrança, um olhar dirigido para o Céu.
Não existem horas determinadas para a prece. Toda vez que sentirmos a alma emocionada, agitada por um sentimento profundo, é o momento de orar.
Podemos orar à beira dos mares, deixando a alma extravasar sua poesia ao ritmo das ondas que morrem na areia. Podemos orar na claridade do dia ou à noite, sob o céu estrelado e a luz da lua.
A nossa prece pode se erguer aos Céus do meio dos campos, entre o trigo que balança as espigas maduras ao vento ou nos bosques, no silêncio das florestas, nas estradas desertas.
Em verdade, tudo ora e tudo celebra a alegria de viver. Se nos dispusermos a ouvir, poderemos unir a nossa prece ao concerto que parte da Terra e busca Deus no Infinito.
Em toda parte, em todos os lugares, poderemos ouvir o cântico da terra que se dirige ao Criador.
Os oceanos erguem suas vozes e os desertos murmuram. A profundeza dos bosques, o farfalhar das folhas do arvoredo tudo entoa um cântico de gratidão à vida.
Agradecidos pelo dom da vida, que possamos pedir a Deus que nos dê amor ao trabalho, que é o dever de todos sobre a Terra; que ajude a nos esclarecer sobre as nossas imperfeições, essas que enfeiam a nossa alma e adiam o nosso progresso, para que fortalecidos pela sua generosidade, vençamos os obstáculos que impedem a vitória da verdade sobre o erro, da fraternidade sobre o egoísmo.
A prece feita em conjunto é como um feixe de vontades, de pensamentos e perfumes que se dirige para o Criador.
Se pudéssemos avaliar o verdadeiro efeito produzido pelas preces sinceras, oraríamos muito mais porque orar com amor pelos infelizes é uma das mais eficazes formas de caridade.
Quando se é criança, aniversário tem gosto de brigadeiro e sabor de brincadeiras. Espera-se o dia com muita ansiedade.
As mães já estão habituadas a responder, durante meses, a mesma pergunta: É hoje o dia do meu aniversário?
E, em verdade, embora as crianças queiram muito comemorar, para elas o mais importante são os amigos. É claro que elas adoram abrir os pacotes de presentes. Aliás, rasgam o papel com muita pressa, pois querem logo ver o que está dentro.
Elas gostam de cachorro quente, brigadeiro e sorvete. Mas, o que mais apreciam são as brincadeiras com os amigos.
Tão verdadeiro é isso que, normalmente, quem fica ao redor da mesa de doces e salgados são os adultos. A criançada está correndo no jardim, no pátio, gritando, pulando, rindo.
Costuma-se dizer que algumas datas são marcantes. O calendário terrestre estabeleceu, por exemplo, o aniversário de quinze anos como especial. Particularmente para as meninas.
Não mais que o de vinte e um anos, porque os jovens conquistam a sua liberdade. É a maioridade.
E que se dizer da marca dos cincoenta anos? Meio século de conquistas, de atividades. Idade de reflexão, de ponderação.
Na medida em que os anos vão se somando, os aniversários passam a ter outro sabor. Sabor de saudade, de lembrança, de recordações, de amigos que já não estão ao seu lado.
Há os que apreciam festas ruidosas, com música, dança e muitas pessoas ao redor. Há os que preferem comemorações mais íntimas, com os amigos mais chegados.
A atriz Jamie Lee Curtis instituiu uma tradição de aniversário envolvendo a sua mãe, a também atriz Janet Leigh.
Todos os anos, até a morte de sua mãe, em 2004, no aniversário de Jamie, ela telefonava para a mãe às oito horas e trinta e seis minutos,e imitava um obstetra:
Muito bem, Janet. Vamos. Continue a fazer força. Respire fundo. Lá vai!
Às oito horas e trinta e sete minutos, Jamie imitava o choro de um recém-nascido e agradecia à mãe por ter feito tanta força.
Toda vez, conta a atriz, sua mãe ria e chorava ao mesmo tempo.
E sempre que alguém comemora um aniversário, Jamie pergunta: Já ligou para sua mãe e agradeceu?
Todos os que estamos vivendo na Terra devemos ser muito gratos pela vida. Nosso primeiro agradecimento a Deus, que por amor nos criou.
Depois a nossos pais que nos geraram. A nossa mãe que nos embalou com sua sinfonia rítmica, mantendo-nos próximos ao seu coração, durante toda a gestação.
E depois de termos nascido, nos amamentou, cuidou, ensinou, esquecendo-se de si mesma.
Por isso, não aguarde o seu aniversário. Hoje mesmo, agora, diga para sua mãe: Obrigado, mãe, por tantas coisas, pela minha vida. Obrigado por ter me transformado nesse ser completo que vive, ama, sente, trabalha e é feliz.
Texto com base no artigo Comemoração, de Seleções Reader's Digest, de abril de 2000.
É possível ao homem, pelos seus próprios esforços, vencer suas más inclinações?
Sim, e, por vezes, fazendo pequenos esforços. O que lhe falta é a vontade.
A pergunta foi feita por Allan Kardec, e a resposta foi dada pelos Espíritos Superiores.
É do nosso feitio dizer que as más inclinações são mais fortes que nós. Mas, pela resposta dos Benfeitores, fica claro que a vontade é a alavanca de que necessitamos para vencê-las.
Importa salientemos que vencer as más inclinações não é o mesmo que reprimi-las.
Quando nós as reprimimos elas adquirem mais força e, quando eclodem, fazem estragos ainda maiores.
E assim como não devemos reprimi-las também não devemos deixar que essas paixões extravasem sem controle, senão corremos o risco de sermos tragados por elas.
É certo que não podemos controlar o primeiro impulso, assim como não controlamos certos movimentos corporais como, por exemplo, a abertura e o fechamento das pupilas. Ninguém as abre ou fecha voluntariamente.
No entanto, podemos fazê-las se abrir ou fechar indiretamente, voltando nossos olhos para uma região mais escura ou mais clara.
Assim também ocorre com os impulsos negativos que brotam da nossa intimidade, que podem ser excitados ou inibidos indiretamente.
Dessa forma, se o medo surge, podemos considerar as razões, os objetos ou os exemplos que nos convençam de que o perigo não é grande; que há mais segurança na defesa do que na fuga; que conquistaremos a alegria por termos vencido.
Em contrapartida, poderemos sentir vergonha por termos fugido ou pesar por não termos tentado.
Se diante de uma ofensa surge a mágoa, podemos agir de forma semelhante. O sentimento de mágoa não podemos evitar, mas poderemos inibir a sua ação destruidora em nossa intimidade, combatendo-o.
Para tanto, temos que nos lembrar de coisas que sabemos estar unidas ao perdão e que são contrárias à mágoa.
Podemos, por exemplo, ponderar que o ofensor é uma pessoa infeliz que ainda não conquistou melhores sentimentos; que pode ter agido sob o peso de problemas que desconhecemos; que pode não ter encontrado, na infância, pais devotados e bons que lhe ensinassem a virtude por palavras e atos; que ele colherá frutos amargos de sua ação, sem que sejamos um dissabor a mais em sua vida.
Se agirmos dessa forma diante dos impulsos negativos que nos tomam de assalto, estaremos conquistando a nossa melhoria moral, por nós mesmos, através da substituição dos velhos hábitos.
A proposta Espírita para a Humanidade não é a de proibição ou de repressão das más inclinações, mas a de sublimação dos sentimentos através do autoconhecimento.
Faz-se necessário que nos libertemos, despindo-nos dos hábitos infelizes e dos sentimentos que nos escravizam, deixando-nos arrastar pelos rios perfumados das emoções nobres e deslizar no barco tranquilo da esperança.